quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Catecismo Ilustrado - Parte 34 - 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


Catecismo Ilustrado - Parte 34

Os Mandamentos

2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão

1. O voto é a promessa feita a Deus com deliberação e intenção que obriga rigorosamente a fazer um bem melhor.

2. Há-de ser promessa, porque uma simples resolução de fazer uma coisa não é promessa nem voto.

3. Há-de ser feita a Deus, porque somente a Deus é que se dirigem os votos. Todavia, os votos feitos aos Santos são também votos e obrigam; porque essas promessas são feitas a Deus em honra daqueles Santos.

4. A promessa há-de ser com deliberação, porque promessas feitas sem consideração não obrigam; são palavras loucas.

5. O voto há-se ser promessa de um bem melhor, porque a matéria do voto há-de ser de uma coisa que seja mais agradável a Deus o fazê-la, do que deixar de a fazer.

6. Essas circunstâncias de o voto ser promessa, e ser deliberada, e ser de, melhor bem, são essenciais, de modo que faltando alguma delas, já não é voto.

7. Os votos feitos com estas circunstâncias por pessoa idônea, obrigam em consciência e é pecado faltar a eles; o pecado é leve ou grave segundo a matéria do voto.

8. Podemos pecar contra os votos de duas maneiras: 1º decidindo não os cumprir; 2º adiando por muito tempo e sem causa o seu cumprimento.

9. Quando uma pessoa se acha na impossibilidade de cumprir os votos que fez, deve pedir que estes sejam comutados ou dispensados. Esta impossibilidade pode ser total ou parcial. Sendo parcial, deve-se cumprir a parte possível.

10. O voto é pessoal ou real: 1º é pessoal, quando obriga unicamente a pessoa que o fez, como por exemplo o voto de rezar tal ou tal oração; 2º é real nos outros casos, por exemplo, o voto de fazer uma peregrinação, o voto de dar dinheiro aos pobres, o voto de mandar dizer Missa etc.

11. O voto é perpétuo ou temporário: 1º é perpétuo quando obriga por toda a vida; 2º é temporário, se é só por algum tempo.

12. O voto de fazer uma coisa já ordenada pela lei de Deus, ou da Igreja, ou pelos superiores é válido, porque aumenta a fidelidade e a devoção no cumprimento do dever.

13. Quando se faz voto de fazer uma coisa boa em si, mas com um fim mau e perverso, o voto é nulo, porque a matéria do voto tornou-se má, e não é lícito fazer votos de coisas más.

14. O voto que se faz para castigo de um pecado, por exemplo, o voto de dar uma esmola quando rogarmos pragas, é válido e obrigatório.

15. O Espírito Santo diz: “Melhor é não fazer votos, do que fazê-los e não os cumprir”.

16. Por justos motivos, obtém-se da Igreja a dispensa ou a comutação dos votos. Pertence isso ao confessor, exceto para certos votos especialmente reservados ao Papa.

17. Ninguém deve obrigar-se por voto sem: 1º ter examinado se poderá cumprir o prometido; 2º sem ter consultado o confessor.

18. Os votos mais perfeitos são os de pobreza voluntária, de castidade e de obediência que fazem os religiosos e as religiosas.

19. Estes votos são reservados ao Papa, assim como os votos das três grandes peregrinações de Santiago de Compostela, de São Pedro de Roma, e de Jerusalém.

Explicação da gravura

20. Na parte inferior esquerda está representado Jefté que acaba de ganhar uma batalha. Fizera o voto imprudente, se saísse vitorioso, de sacrificar a Deus a primeira pessoa que encontrasse, e foi a sua filha. Não a imolou ao Senhor, mas foi votada a virgindade.

21. Na parte superior vemos Maria Santíssima indo ao templo de Jerusalém, acompanhada de seus pais, para consagrar a Deus a sua virgindade. Recebem-na ao pé dos degraus o sumo sacerdote, e no alto o velho Simeão e a profetisa Ana.

22. Na parte inferior direita veem-se marinheiros ajoelhados diante do altar da Virgem. Numa tempestade, fizeram voto de visitar um templo consagrado a Maria, se escapassem à morte, e estão a cumprir o seu voto.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Do amor que Deus nos testemunhou em nos dar o seu único Filho


Capítulo II

Sic Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret – “Deus por modo tal amou o mundo, que lhe deu o seu unigênito Filho” (Jo 3, 16)
Oh! Quão profundo é o sentido da partícula sic, de tal modo! Significa esta pequena palavra o que nunca poderemos compreender; significa a grandeza do amor que levou Deus a dar-nos, não um servo, não um anjo, mas o seu próprio Filho, e a condenar à morte esse Filho inocente pelo homem culpável. Ah! Quem assim nos podia fazer um dom de valor infinito, senão um Deus, cujo amor não conhece limites? Oh! Quanto não devemos bendizer tal ternura do nosso Deus! Estávamos pelo pecado mortos à vida da graça, e Jesus por sua morte ressuscitou-nos; estávamos miseráveis, hediondos e abomináveis, e Deus por meio de Jesus Cristo, nos “tornou belos e caros a seus olhos“. Mas não foi só libertar-nos do pecado, “também nos encheu em Jesus Cristo de toda a sorte de bens espirituais para o céu. Ó maravilhosa condescendência da ternura do nosso Deus!”exclamas nos transportes de sua admiração a Igreja; “ó caridade incompreensível! Por libertar o escravo, entregar o seu único Filho!”
Procuremos compenetrar-nos bem do sentido destas palavras:
“Deus, o seu único Filho”
E não é aos anjos que Jesus Cristo é dado, não é por eles que se fez homem e nasceu de uma Virgem sem mácula: não é; mas sim a nós, a nós, filhos de Adão, é que foi concedida dádiva tão preciosa. Nobis datus, nobis natus ex intacta Virgine: a nós foi dado, para nós foi nascido de uma Virgem imaculada, canta a Santa Igreja. A nós é que Jesus Cristo foi dado, a nós pertence pois; nele e com ele infinitos bens e tesouros possuímos. Mas ai! Que nós nem sequer conhecemos o dom que nos fez Deus, em nos dar seu Filho! Tão pouco pensamos nos bens que tiramos da Incarnação do Verbo. É tal grandeza de seus benefícios, que devemos em certo modo regozijar-nos da falta de Adão. Em verdade muito mais nos deu Jesus Cristo do que nos tirou Adão: ganhamos pela redenção mais do que perdemos pelo pecado, “e a graça“, diz São Paulo, “não foi medida segundo o crime“. Assim toda enlevada do rapto do seu zelo e reconhecimento, a Igreja brada:
“Ó culpa feliz, que merecestes ter um tal Reparador! Ó feliz e necessário pecado de Adão que fostes apagado pela morte de Jesus Cristo!”
“Ah! Se souberas”, dizia o nosso Salvador à Samaritana, “se souberas do dom de Deus! Se soubesses quem é que te diz: Dá-me de beber!…”. Ó alma minha! A ti é que se dirigem estas palavras. Se tu souberas quem é Jesus, se conheceras quem é o bom Jesus, compreenderias a extensão do amor que impeliu Deus a dar-t’o, saberias quanto por sua incarnação te mereceu, cairias na conta de quanto amor, quanto reconhecimento deves a quem te fez dom tão excelente!
“Senhor, dizia Santo Agostinho, quem é ingrato no tocante ao benefício da criação, merece o inferno, porém para o ingrato ao da redenção novo inferno seria preciso”
Do Padre Avila se conta que quando alguém, reconhecido de algum benefício especial que Deus recebera, se admirava da bondade divina, dizia:
“Não é por isso que a devemos admirar; mas sim por ter Deus amado o mundo até lhe dar o seu único Filho”
Ó Pai Eterno! Agradeço-vos o terdes-me dado o vosso Filho como Redentor. Divino Filho, agradeço-vos o haverdes-me resgatado com tanto amor e à custa de tantas dores. O que seria de mim, Jesus meu, o que seria de mim, depois de tantos pecados de que me hei manchado, se não tivesses morrido por mim?
“Ai o número dos pecados excede já muito o dos cabelos da minha cabeça”
Tanto tempo vai já que só para ultrajar-vos vivo! Ah!
“Para que se prolongou tanto o meu exílio sobre a terra?”
Porque não exalei eu o meu último suspiro ao sair das águas do batismo? Porque não morri antes de ofender-vos? Gemidos inúteis! O mal está feito. Dai-me, Salvador meu, eu vos suplico, dai-me uma parte dessa aversão que ao pecado tivestes durante vossa vida morta, e perdoai-me. Mas perdão só não me basta; eu também quero o vosso amor, pois mereceis ser infinitamente amado; dignai-vos por tanto conceder-m’o igualmente.
Até a morte me amastes vós, Senhor; até morrer também quero eu amar-vos. De toda a minha alma vos amo, ó infinita bondade; amo-vos mais do que a mim mesmo, e todos os afetos do meu coração só em vós quero por. Ah! Ajudai-me, e não permitais que eu torne a ser ingrato como até aqui. Fazei-me conhecer o que de mim quereis, porque resolvido estou, mediante a vossa graça, a fazer tudo absolutamente tudo o que quiserdes. Sim, querido Jesus meu, eu vos amo e quero amar-vos, sempre, meu tesouro, minha vida, meu amor, meu tudo. Assim seja.

RESOLUÇÕES PRÁTICAS

Devemos Temer as Faltas Leves

Há na vida espiritual uma verdade de importância tal, que por todas as almas piedosas deve ser seriamente meditada. E ei-la aqui, tal como a inspirou o Espírito Santo:
Qui spernit modica, paulatim decidet, quem despreza e não tem em conta as coisas pequenas, cairá pouco a pouco. Compreende bem esta palavra: “cairá pouco a pouco“. Cairá insensivelmente, sem mesmo dar por isso, mas cairá. Hoje, sob pretexto de ser falta leve, consente numa mentira muito pequena; amanhã já deixa sair uma maior, e acabará por cair nas maiores desordens. Teme, teme muito o desprezo das coisas pequenas; receia as faltas leves; olha que são de alguma sorte mais perigosas do que as grandes.
“Ouso, diz São João Crisóstomo, avançar uma proposição, que parecerá surpreendente e inaudita; e é que me parece se dever por algumas vezes menos cuidado em fugir dos pecados grandes, do que em evitar as faltas pequenas. Daqueles só a sua enormidade nos inspira horror; com estas, por pouco consideráveis, facilmente nos familiarizamos; este desprezo em que as temos nos impede de fazermos o devido esforço para as expelir, e assim por negligência nossa vão crescendo até chegarmos ao estado de não podermos desfazer-nos delas. Ainda outra vez o repito: teme as faltas pequenas, teme-as e evita-as pois, por pequenas que sejam, nem por isso deixam de ofender menos o nosso bom Mestre; teme e evita as faltas leves, porque à tibieza nos conduzem: teme as faltas leves porque disse Jesus Cristo, ‘quem nas coisas pequenas é fiel, sê-lo-á também nas grandes, e quem nas pequenas é injusto, injusto será nas grandes'”
Vela hoje muito sobre ti mesmo, e esforça-te a viver hoje de modo que à noite possas dizer a Jesus:
“Meu bom Mestre, hoje não me acusa a consciência de falta alguma inteiramente voluntária; bendito sejais, pois foi vossa onipotente mão quem me amparou. Suplico-vos me queirais perdoar toda e qualquer falta que por fragilidade me haja podido escapar; amanhã hei de fazer todos os esforços para viver melhor ainda”
(Pinnard, Abade Dom. As Chamas do Amor de Jesus ou provas do ardente amor que Jesus nos tem testemunhado na obra da nossa redenção. Traduzido pelo Rev. Padre Silva, 1923, p. 22-26)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Na Cruz acha-se a nossa Salvação


Lignum vitae est his, qui apprehenderint eam; et qui tenuerit eam, beatus – “É árvore de vida para aqueles que lançarem mão dela; e é bem-aventurado quem a não largar” (Pv 3, 18)
Sumário. Se quisermos salvar-nos, é mister que nos resolvamos a carregar com paciência a cruz que Deus nos manda, e a morrer nela por amor de Jesus Cristo, assim como Ele morreu na cruz por nosso amor. É este também o meio para acharmos a paz nos sofrimentos. Quem recusa aceitar a cruz, de ordinário aumenta-lhe o peso; ao passo que quem a abraça e carrega com paciência, tira-lhe o peso e converte-a em consolação.
I. Na cruz acha-se a nossa salvação, a nossa força contra as tentações, o desapego dos prazeres terrestres; na cruz, em suma, acha-se o verdadeiro amor de Deus. Mister é, pois, que nos resolvamos a carregar com paciência a cruz que Deus nos envia e a morrermos nela por amor de Jesus Cristo, que morreu na sua por nosso amor. Não há outro caminho por onde se entra no céu, senão o da resignação nas tribulações até à morte. — O meio para acharmos a paz nos próprios padecimentos é a uniformidade com a vontade divina. Se não usarmos deste meio, dirijamo-nos aonde quisermos, façamos quanto pudermos, não conseguiremos subtrair-nos ao peso da cruz. Ao contrário, se a carregarmos de boa vontade, a cruz nos levará ao céu, e nos dará a paz nesta terra.
Que é o que faz quem rejeita a cruz? Aumenta-lhe o peso. Mas quem a abraça e carrega com paciência alivia-a e converte-a em doçura. Deus é profuso com as suas graças para com todos aqueles que de boa vontade carregam a cruz para lhe agradarem. O padecimento não apraz a nossa natureza; mas quando o amor divino reina num coração, fá-lo aceitável. — Ah! Se considerássemos bem o estado de felicidade que gozaremos no paraíso, se formos fiéis a Deus em sofrermos sem lamentos os trabalhos da vida, de certo não nos queixaríamos de Deus quando nos envia cruzes. Antes havíamos de lh´as agradecer, e até havíamos de pedir mais sofrimentos ainda. — Se somos pecadores, devemo-nos consolar nas tribulações que vierem e pensar que Deus nos castiga na vida presente; porque é isso sinal certo de que Deus quer livrar-nos do castigo eterno. Ai do pecador que goza de prosperidade na terra! Quem tiver de sofrer alguma grave tribulação, lance um olhar no inferno merecido e toda a pena se-lhe afigurará leve.
II. Se quisermos ser santos, devemos transformar o nosso gosto. Enquanto não chegarmos a achar doce o que é amargoso, e amargoso o que é doce, nunca nos poderemos unir perfeitamente com Deus. Toda a nossa segurança e perfeição está em sofrermos com resignação todas as contrariedades que nos vierem cada dia, e em sofrermo-las para agrado de Deus, o que constitui o fim principal e mais nobre que possamos ter em mira em todas as nossas obras.
Portanto, ofereçamo-nos sempre a Deus, prontos a carregar toda a cruz que nos queira enviar. Conservemo-nos sempre preparados para sofrer por seu amor todo o trabalho, a fim de que, quando nos venha algum, estejamos prontos a abraçá-lo. — Quando se nos afigurar mais duro o peso da cruz, recorramos logo à oração, para que Deus nos dê força para a carregarmos com merecimento. Avivemos então, mais do que nunca, a nossa fé, e lancemos um olhar sobre Jesus crucificado que está agonizando na cruz por nosso amor. Lancemos também um olhar para o céu e lembremo-nos do que diz São Paulo, a saber, que toda a tribulação terrestre, por mais dura que seja, não está em proporção com a glória que Deus nos prepara na vida futura (1).
Ó meu Jesus, quanto consolo me dá a vossa palavra: Convertimini ad me, et convertar ad vos (2) — “Convertei-vos a mim, e eu me converterei a vós”. Eu Vos deixei por amor às criaturas e às minhas míseras satisfações; mas agora que deixo tudo e me converto a Vós, estou certo de que não me repelireis, uma vez que Vos quero amar. Recebei-me na vossa graça e fazei-me conhecer o grande bem que sois e o amor que me tendes, a fim de que nunca mais me aparte de Vós. Jesus meu, perdoai-me os desgostos que Vos tenho dado, fazei que Vos ame sempre e nada mais quero. — Ó Maria, recomendai-me a vosso Filho; Ele vos concede quanto Lhe pedis; em vós confio.
Referências:
(1) Rm 8, 18
(2) Zc 1, 3

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 38-40)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Vivendo na Caridade, vive-se em Deus


Querida irmã em Jesus. Eu, Catarina, serva dos servos de Jesus, escrevo-te no seu precioso sangue, desejosa que te alimentes do amor de Deus e que dele te nutras, como do seio de uma doce mãe. Ninguém, de fato, pode viver sem este leite! Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus:
“Deus é amor; quem permanece no amor habita em Deus e Deus habita nele”
Vivendo em Deus, por conseguinte, não se pode ter amargura alguma porque Deus é delícia, doçura e alegria infinita! É esta a razão pela qual os amigos de Deus são sempre felizes! Mesmo se doentes, necessitados, aflitos, atribulados, perseguidos, nós estamos alegres. Mesmo quando todas as línguas caluniosas nos metessem em má luz, não nos preocuparemos, mas nos alegraremos com tudo porque vivemos em Deus, nosso repouso, e saboreamos o leite do seu amor. Como a criança suga o leite do seio da mãe assim nós, inamorados de Deus, atingimos o amor de Jesus Crucificado, seguindo sempre as suas pegadas e caminhando com ele pelo caminho das humilhações, das penas e das injúrias. Não procuramos a alegria se não em Jesus e fugimos de toda a glória que não seja aquela da cruz. Abraça, portanto, Jesus Crucificado elevando a ele o olhar do teu desejo! Toma em consideração o seu amor ardente por ti, que levou Jesus a derramar sangue de todas as partes do seu corpo!
Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e nele encontrarás a verdadeira vida, porque ele é Deus que se fez homem. Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz! Tu deves, portanto, tornar-te amor, olhando para o amor de Deus, que tanto te amou, não porque te devesse obrigação alguma, mas por um puro dom, impelido somente pelo seu inefável amor. Não terás outro desejo para além daquele de seguir Jesus! E, como que inebriada do Amor, não farás caso se te encontras só ou acompanhada: não te preocuparás com tantas coisas mas somente de encontrar Jesus e segui-lo! Corre, Bartolomea, e não estejas a dormir,porque o tempo corre e não espera nem um momento! Permanece no doce amor de Deus. Doce Jesus, amor Jesus.
Das “Cartas” de Santa Catarina de Sena (carta n.165 a Bartolomea, esposa de Salviato da Lucca)
Oração
Oh inestimável Amor! Tu nos iluminas com a tua sabedoria para que nos possamos conhecer a nós mesmos, conhecer a tua verdade e os enganos sutis do demônio. Com o fogo do teu amor acendes os nossos corações com o desejo de te amar e de te seguir na verdade. Só tu és o Amor, somente digno de ser amado!

A Imaculada Conceição é dogma, a Conceição da Virgem Maria

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A Imaculada Conceição é dogma, a Conceição da Virgem Maria sem mancha ("macula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de Sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque Ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. Foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854.

NOVENA À IMACULADA CONCEIÇÃO – NONO DIA


ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS 
Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita por Mãe de Deus e preservada por Ele de toda culpa desde o primeiro instante de sua Concepção:
Assim como por Eva nos veio a morte, assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus tens sido eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo tem formado com seu Sangue.
A ti, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, viemos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedas a graça de sermos verdadeiros filhos teus e de teu Filho Jesus Cristo, livres de toda mancha de pecado.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

NOVENA À IMACULADA CONCEIÇÃO – OITAVO DIA

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ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS 
Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita por Mãe de Deus e preservada por Ele de toda culpa desde o primeiro instante de sua Concepção:
Assim como por Eva nos veio a morte, assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus tens sido eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo tem formado com seu Sangue.
A ti, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, viemos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedas a graça de sermos verdadeiros filhos teus e de teu Filho Jesus Cristo, livres de toda mancha de pecado.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Catecismo Ilustrado - Parte 33 - 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão



Catecismo Ilustrado - Parte 33

Os Mandamentos

2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão

1. Dissemos já que quem jurou fazer uma coisa má e cumpre o seu juramento, comete dois pecados: um por ter jurado fazer uma coisa má, outro por cumprir o juramento.

2. Foi o pecado que cometeu Herodes mandando degolar São João Batista. São Marcos narra assim o fato: “Ora o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado célebre. Uns diziam: “João Batista ressuscitou de entre os mortos; é por isso que o poder de fazer milagres se manifesta n'Ele”. Outros, porém, diziam: “É Elias”. E outros afirmavam: “É um profeta, como um dos antigos profetas”. Herodes, porém, ouvindo isto, dizia: “É João, a quem eu degolei, que ressuscitou”. Porque Herodes tinha mandado prender João, e teve-o a ferros numa prisão por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual tinha casado. Porque João dizia a Herodes: “Não te é lícito ter a mulher de teu irmão”. Herodíades odiava-o e queria fazê-lo morrer; porém, não podia, porque Herodes, sabendo que João era varão justo e santo, olhava-o com respeito, protegia-o e quando o ouvia ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. Chegou, porém, um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, deu um banquete aos grandes da corte, aos tribunos e aos principais da Galileia. Tendo entrado na sala a filha da mesma Herodíades, dançou e agradou a Herodes e aos seus convidados. O rei disse à jovem: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. E jurou-lhe: “Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja metade do meu reino”. Ela, tendo saído, perguntou à mãe: “Que hei-de pedir?” Ela respondeu-lhe: “A cabeça de João Batista”. Tornando logo a entrar apressadamente junto do rei, fez este pedido: “Quero que me dês imediatamente num prato a cabeça de João Batista”. O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis desgostá-la. Imediatamente mandou um guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi degolá-lo no cárcere, levou a sua cabeça num prato, deu-a à jovem, e esta deu-a à mãe. Tendo sabido isto os seus discípulos, foram, tomaram o corpo e o depuseram num sepulcro.” (Marcos VI, 14-22)




3.  A blasfêmia é uma palavra injuriosa a Deus ou aos santos.

4. Há duas espécies de blasfêmia: blasfêmia herética e blasfêmia simples.

5. A blasfêmia é herética quando na injúria que se fez a Deus se encerram falsidades contrárias ou repugnantes à Fé. Isto acontece quando se atribuem a Deus qualidades que Lhe não convêm, como a crueldade, a injustiça etc; ou quando se Lhe negam as que lhe convêm, como a bondade, a misericórdia etc.

6. A blasfêmia simples é aquela que não contem nenhuma falsidade repugnante à Fé, mas PE simplesmente injúria ou desprezo.

7. A blasfêmia é um pecado enormíssimo; é própria dos condenados, e os blasfemadores devem temer toda a sorte de castigos nesta vida e ainda o de morrerem impenitentes.

8. Quando ouvirmos uma blasfêmia devemos nós dar honra a Deus em reparação da blasfêmia e louvá-Lo, dizendo, por exemplo: louvado seja Jesus Cristo.

9. Rogar pragas aos animais é também pecado, porque são criadoras de Deus.

10. As pragas que os pais rogam a seus filhos são maior pecado, porque dão mau exemplo aos filhos e atraem grandes desgraças sobre a sua família.

11. Para emendar-se de rogar pragas podem empregar-se os quatro meios seguintes: 1º considerar os males que causam à sua alma; 2º pedir muito a Deus que lhes dê a Graça de emendar-se; 3º impor-se a si mesmo alguma penitência por cada vez que rogar pragas; 4º pedir a alguém que o advirta quando rogar pragas.

Explicação da gravura

12. Na parte superior vê-se Herodes sentado à mesa e prometendo com juramento dar à filha de Herodíades o que ela pedir.

13. Na parte inferior esquerda, vê-se um homem, que tinha blasfemado, lapidado pelo povo como mandava a lei antiga.

14. Na parte esquerda vê-se o castigo dum homem que, tendo rogado pragas aos seus animais, vê um deles levado pelo diabo.


NOVENA À IMACULADA CONCEIÇÃO – SÉTIMO DIA


ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS 

Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita por Mãe de Deus e preservada por Ele de toda culpa desde o primeiro instante de sua Concepção:
Assim como por Eva nos veio a morte, assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus tens sido eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo tem formado com seu Sangue.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Sobre o vício da Impureza


"Santo Tomás diz que, devido a todos os vícios, mais especialmente pelo vício da impureza os homens são lançados para longe de Deus. Além disso, os pecados da impureza em virtude do seu grande número são um mal imenso. Um blasfemador nem sempre blasfema, mas só quando está bêbado ou quando é provocado pela ira. O assassino cujo trabalho é matar os outros, em geral não comete mais que oito ou dez homicídios, mas os impuros são culpados de uma torrente incessante de pecados, por pensamentos, por palavras, por olhares, por complacências, e por toques, de modo que, quando vão a confissão eles acham impossível dizer o número de pecados que cometeram contra a pureza.


De acordo com São Gregório, a partir da impureza surgem a cegueira do entendimento, a destruição, o ódio a Deus e o desespero quanto à vida eterna. Santo Agostinho diz que, embora os impuros possam envelhecer o vício da impureza não envelhece neles.  Por isso Santo Tomás diz que não há pecado em que o diabo se deleite tanto como neste pecado, porque não há outro pecado a que a natureza se apegue com tanta tenacidade. Ela adere ao vício da impureza tão firmemente que o apetite por prazeres carnais se torna insaciável. Vá agora, e diga que o pecado da impureza não é mais que um pequeno mal. Na hora da morte, você não dirá isso, todos os pecados dessa espécie lhe aparecerão como um monstro do inferno. 

São Remigio escreve que, excetuadas as crianças, o número de adultos que são salvos é pequeno, por causa dos pecados da carne. Em conformidade com essa doutrina, foi revelado a uma santa alma que como o orgulho encheu o inferno de demônios da mesma forma a impureza o enche de homens.

Caríssimos irmãos, continuemos a orar a Deus para nos livrar desse vício, senão perderemos nossas almas. O pecado da impureza traz com ela a cegueira e obstinação. Todos os vícios produzem sombras no entendimento, mas a impureza produz em maior grau do que todos os outros pecados."


Santo Afonso de Ligório

Fonte: