terça-feira, 29 de agosto de 2017

Catecismo Ilustrado - Parte 19 - Duodécimo artigo: Creio na vida eterna


Catecismo Ilustrado - Parte 19

O Símbolo dos Apóstolos

Duodécimo artigo: Creio na vida eterna

1. Devemos ver neste artigo que depois desta vida há-de haver outra vida que há-de durar para sempre, os bons com a glória eterna no Céu, e os maus com as penas eternas no Inferno.

2. Sabemos que há-de haver outra vida depois desta, porque Deus no-lo revelou, e que uma outra vida é necessária para o prêmio dos bons e o castigo dos maus.

O Céu

3. O Céu ou paraíso é um lugar de delícias, no qual os Anjos e os Santos gozam duma felicidade eterna e perfeita pela vista e posse de Deus.

4. Os que vão para o Céu são aqueles que, tendo morrido em estado de Graça, satisfizeram inteiramente a justiça de Deus.

5. Nem todos os bem-aventurados gozarão do mesmo prêmio; todos verão a Deus, mas a felicitado será em proporção dos seus merecimentos.

6. Sabemos que os santos veem Deus no Céu, pelas palavras de Nosso Senhor dizendo: “Bem-aventurados os de coração puro, porque verão a Deus.”

7. A felicidade dos Céus é tão grande, que não podemos compreendê-la na Terra, onde nada pode dar-nos uma ideia do que é o Céu. São Paulo diz: “Os olhos do homem não viram, nem os ouvidos ouviram, nem jamais veio ao coração do homem o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.”

8. A felicidade eterna consiste, dizem os santos Padres, na ausência do todo o mal e na posse de todo o bem. No que diz respeito ao mal, lemos no Apocalipse (XXI,4) de São João: “Os bem-aventurados não terão fome nem sede jamais, nem cairá sobre eles o sol nem ardor algum. Deus enxugar-lhes-á todas as lágrimas dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem mais choro, nem mais gritos, nem mais dor, porque as primeiras coisas são passadas.” No que diz respeito aos bens, a glória dos escolhidos será imensa, possuirão ao mesmo tempo todos os gozos, todas as delícias, porque possuirão a Deus, fonte da infinita felicidade.

9. Atualmente, os santos estão no Céu só em alma; os seus corpos entrarão ali senão depois da Ressurreição e do Juízo Final.

10. Os bem-aventurados hão-de contemplar Deus eternamente, e esse dom, o mais excelente e admirável de todos, torná-los-á participantes da natureza mesmo de Deus e dar-lhes-á a posse completa e definitiva da verdadeira felicidade.

Explicação da gravura

11. Esta gravura representa o Céu. Ao centro estão as três Pessoas divinas assentadas num triângulo sobre um trono de glória, cercado pelos anjos. Muitos deles tocam instrumentos diversos, outros queimam incenso em turíbulos. A Virgem Santíssima, sua Rainha, está à frente deles, à direita de Jesus Cristo seu filho e num trono inferior ao trono de Deus mas superior a tudo o que não é Deus.

12. No segundo plano, figuram, à direita, São João Baptista, Moisés, David, Abraão e outros santos do Antigo Testamento; à esquerda, São José, São Pedro e os outros Apóstolos, um Evangelista com um livro, e muitos santos do Novo Testamento.

13. No terceiro plano veem-se outros santos, entre os quais alguns mártires, com Santo Estevão; santos Pontífices, um santo Rei, virgens santas e mártires, como Santa Cecília e Santa Catarina e santas mulheres, como Santa Maria Madalena.

14. Santo Estevão segura na mão uma pedra, porque sofreu o martírio do apedrejamento.

15. Santa Cecília tem uma harpa, porque cantava louvores a Deus ao som dos instrumentos musicais.

16. Santa Catarina tem aos pés uma roda quebrada, porque a condenaram à morte por meio de uma roda armada de instrumentos cortantes, mas a roda quebrou-se, mal a puseram em movimento.


17. Santa Maria Madalena segura um vaso, porque derramou um dia sobre a cabeça de Nosso Senhor um vaso cheio de precioso perfume.

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