segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Catecismo Ilustrado - Parte 32 - 2º Mandamento de Deus: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão



Catecismo Ilustrado - Parte 32

Os Mandamentos

2º Mandamento de Deus: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão

1. Deus, neste mandamento, manda-nos honrar o Seu santo nome e proíbe-nos que o profanemos.

2. Podemos honrar o santo Nome de Deus de três modos: pronunciando-O com veneração e respeito, louvando-O, e invocando-O nas nossas aflições.

3. Profana-se o santo nome de Deus de cinco modos: 1º pela irreverência; 2º pelos maus juramentos; 3º pela blasfêmia; 4º rogando pragas; 5º quebrando os votos.

4. O nome de Deus significa aqui a omnipotente e sempiterna majestade de Deus uno e trino, o próprio Deus.

5. Peca-se por irreverência ao santo nome de Deus quando se pronuncia sem respeito ou com desprezo.

6. Jurar é tomar Deus por testemunha do que se afirma ou promete.

7. Quando se jura pelas criaturas, também se toma a Deus por testemunha, porque, como as criaturas são obra de Deus, de certo modo jura-se por Deus, quando se jura pelas suas criaturas.

8. Há duas espécies de juramento, o afirmativo e o promissório. Afirmativo é quando tomamos a Deus por testemunha para confirmar um fato presente ou passado. Promissório, quando prometemos com juramento; fazer ou não fazer uma coisa.

9. Este mandamento não proíbe toda a casta de juramento; somente proíbe o jurar em vão.

10. Juramos em vão quando faltamos aos juramentos ou à verdade, ou à justiça, ou ao juízo.

11. Faltamos à verdade nos nossos juramentos, quando sabemos que é falso, ou ao menos duvidamos se é falso isso que juramos. Aqueles que juram sem intenção de cumprir o que prometem, também juram sem verdade, porque mentem, fazendo crer que têm intenção de cumprir o que prometem, e não têm.

12. Juramos sem justiça quando se juram coisas injustas e más. Quando juramos fazer uma coisa má não estamos obrigados a cumprir o juramento; antes, se o cumpríssemos, faríamos um novo pecado.

13. Falta aos nossos juramentos a seriedade, quando juramos sem que haja necessidade de jurar, ou por coisas vãs e inúteis.
14. O crime de quem jura falso chama-se perjúrio, e o que jura falso chama-se perjuro.

15. As pragas são uma espécie de juramento, se invocamos o nome de Deus, ou clara, ou indiretamente; de outro modo não o são; mas rogar pragas é sempre pecado, porque as pragas são imprecações sempre contrárias à caridade.

16. O juramento falso é um grande pecado, porque jurando assim fazemos a Deus uma injúria gravíssima, tomando-o por testemunha duma mentira.

17. Fazer juramentos é permitido nas circunstâncias graves, como quando formos chamados à Justiça. Então o juramento deve fazer-se com profundo respeito, isto é, com intenção de honrar a Deus como sendo a mesma verdade.

18. Quando prometemos alguma coisa com juramento, estamos duplamente obrigados por justiça, porque é um dever de justiça cumprir o prometido; estamos obrigados por religião, porque é um dever de religião cumprir o que foi prometido com juramento.

Explicação da gravura

19. A parte superior representa São Pedro no pátio de Caifás, negando a Jesus diante dos soldados e dos criados, afirmando com juramento que não conhecia aquele homem.

20. A parte inferior direita representa Esaú jurando em vão sem necessidade, e cedendo assim o seu direito de primogênito (o morgado) a Jacob por um prato de lentilhas que este tinha guisado.

21. Na parte inferior esquerda vêem-se sete homens crucificados por causa dum juramento violado por Saul, que matou os Gabaonitas contrariamente à promessa e ao juramento de Josué, quando tomara posse da terra de Canaã.

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